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NUNCA É TARDE DEMAIS - literacia e liberdade financeira

NUNCA É TARDE DEMAIS - literacia e liberdade financeira

21
Out25

Investimento em ouro... Ainda valerá apena?

EU SOU EU SOU

Desde 2020 que assistimos a um progressivo aumento no preço do ouro. Investir em ouro ainda valerá apena ou estamos numa bolha prestes a rebentar?

O ouro é um dos investimentos mais passivos que existe, desde que exista o cuidado  comprar a fontes fidedignas que certifiquem a compra: designadamente bancos ou a uns poucos joalheiros.

Basta comprar e guardar. Esperar a valorização através do tempo - e o tempo demonstra que,  como o imobiliário, o ouro só tende a valorizar.

As oscilações no seu preço tem mais a ver com a procura por este metal do que com a existência de mais ou menos ouro. Por isso se chama ao ouro de "canário  na mina", ou seja, quando os índices de confiança na economia baixam, quando a inflação aumenta,  quando se teme uma crise, normalmente os investidores buscam investir em coisas que ofereçam garantias, assim aumenta a demanda por ouro e logo aumenta o seu valor.

Era expectável que o preço do ouro baixasse ao longo do tempo... E porquê?! Porque o ouro é um bem reutilizável seja sob a forma de jóias ou de lingotes. Logo, se se vai extraindo mais ouro das minas e se o mesmo for mantido e passado de geração para geração, isso faria com que este metal fosse cada vez menos raro... Há uma acumulação.... Por outro lado, o surgimento de novas fontes de rendimentos como ações, Bitcoin, criptomoedas era expectável menor interesse no ouro.

O ouro é ouro! Não precisa de mais nada que não seja adquirir a quantidade que se adequa aos seus recursos e... esperar pela a valorização. Para ser melhor sucedido deve comprar em baixa e vender partes do seu espólio em alta. Fique sempre com uma parte como garantia, se tudo o resto falhar, pois o sucesso dos investidores reside na diversificação.

 

VANTAGENS DA COMPRA DE OURO:

- É um bem material que assegura a verdadeira liberdade financeira pois contrariamente as nossas contas bancárias, ações e cripto moedas não pode ser controlado, cancelado, retido ou retirado pelo Estado. 

- Tem ciclos de maior  ou menor valorização mas... no médio a longo termo tem uma valorização positiva constituindo um investimento seguro e de baixo risco.

- Se tudo falhar, se tiver uma crise energética, de internet, uma guerra e estiver impedido de levantar dinheiro este metal pode comprar uma fuga para fora do país ...

DESVANTAGENS DE COMPRAR OURO 

- Logo a partida temos a questão do armazenamento. Possuir ouro é um risco pois pode ser assaltado e perder tudo. Existem cofres nos bancos mas saibam que vos  vão cobrar custos e... Será que vão conseguir controlar este bem se este está á guarda do banco? O que vos garante que o banco não irá vender ou com ordem do ESTADO confiscar este bem em prol da crise, da guerra ou de qualquer  outro motivo?

- Portabilidade. Se tiver de abandonar o seu país no meio de uma emergência, como pensa levar o seu ouro? Não é um risco grande?

Por isso, a pergunta: ESTANDO O VALOR DO OURO EM MÁXIMOS HISTÓRICOS VALERÁ APENA COMPRAR OURO NA SUA ESTRATÉGIA DE DIVERSIFICAÇÃO DE INVESTIMENTOS?

As previsões em relação ao ouro são de que a sua valorização irá manter-se nos próximos tempos. Temos grandes economias a comprar fortemente ouro, e a principal é definitivamente a chinesa - o país com mais reservas de ouro no mundo atual. São também detentores de muitas minas no continente africano e pelo mundo.

Neste momento estamos a assistir a um progressivo abandono do dólar. A China vendeu quase todos os bonds (obrigações )de dívida americana e formou coligações com os paises do BRICs que vieram desafiar a hegemonia americana. Com o alargamento do BRICs a paises do médio oriente l,os quais vem questionar um mundo subordinado aos petrodólares... Podemos estar na eminência de uma mudança do centro de poder... Aliás estamos já a assistir a isto.

Trump está a tentar evitar essa mudança com algumas medidas como :o regresso do ouro dos USA guardado no Banco de Inglaterra (isso o ocorreu mal tomou posse, com a utilização de criptomoedas apreendidas de crimes financeiros como estratégia de entrada de recursos que revertem para a dívida pública, com a guerra comercial ou guerra das tarifas, com a compra de ações de algumas empresas americanas como a Intel e empresas extractivas de metais raros -  e com o genius act - falarei deste noutro post.

Estamos num momento crítico na história da humanidade. 

Seja inteligente. Diversifique pois imensas incertezas existem e o rumo está  instável.  Ter uma porção  de ouro  pode ser interessante e inteligente. 

 

 

 

 

28
Abr25

Investir em imobiliário - vantagens

EU SOU EU SOU

Um dos pilares da literacia financeira é a diversidade de investimentos. O que isto quer dizer? Não colocar “os ovos” todos na mesma cexta, ou seja, ter diversos tipos de rendimentos e de investimentos para minimizar riscos e potenciar uma maior rentabilidade.

Apostar exclusivamente em depósitos a prazo pode ser uma má estratégia pois os juros estão cada vez mais baixos, as entidades bancárias cobram cada vez mais taxas e comissões e nada nos garante que numa próxima crise as nossas poupanças não possam ser usadas pelo Estado para tapar algum buraco orçamental, financiar uma guerra ou outra eventualidade. Não sei  sabem mas a Comissão Europeia aprovou legislação que permitirá no futuro fazer-se isso…

A diversidade aumenta a probabilidade de defesa do nosso portfólio de rendimentos.

Investir em imobiliário num contexto atual de bolha imobiliária, não será escolher o melhor momento mas por vezes surgem oportunidades atrativas. Aspetos a ter em consideração neste contexto será: a localização, o preço e o estado do imóvel. Normalmente, imóveis perto do centro da cidade em prédios com elevador podem ser em qualquer andar mas em prédios sem elevador devem estar até ao máximo do 1.º andar para serem mais atrativos quer em matéria de arrendamento ou de venda futura.

Investir em imóveis traz 5 vantagens:

1.º Apreciação – normalmente o valor dos imóveis cresce com o tempo, acompanhando as tendências económicas. Numa altura de juros baixos, possuir um imóvel pode ser uma estratégia de combater a inflação. Claro que aqui só iremos “sentir” a valorização se o vendermos!

2.º Arrendamento – podem gerar renda mensal passiva que podemos reinvestir no mercado de capitais ou outros produtos financeiros – isto chama-se colocar o dinheiro a trabalhar para o dinheiro!

3.º Controle direto – enquanto que o dinheiro que colocamos no banco é controlado por este e pelas legislações políticas, nos imóveis somos nós que controlamos como queremos fazer… até determinado ponto! Somos nós que definimos se alugamos, se o temos fechado ou se o vendemos. Somos nós a definir valor de renda, a quem arrendamos…

4.º Tangibilidade – um imóvel é uma coisa física,tangível,  já as ações, ETF´s e REIT´s não o são… não tem materialidade.

5.º Simplicidade – alugar um imóvel é uma coisa simples e ao alcance de qualquer pessoa. Dito isto, assume especial interesse alertar para a necessidade de ter critérios precisos do tipo de pessoa a quem alugar (quais os rendimentos, situação contratual, n.º de elementos do agregado, se tens animais de estimação). Fazer uma ou mais entrevistas é imprescindível!

03
Abr25

A técnica do DCA - dollar cost average

EU SOU EU SOU

Consiste em ir comprando consistentemente e regularmente boas ações estejam elas em cima ou por baixo não tentando prever o mercado, pois em verdade ninguém o consegue fazer!

Aliás, aumentando/dobrando o valor da compra quando o mercado está  em baixa (buying the dip) aproveitando os saldos forçados! Mas muitos mantem a mesma quantia independentemente do mercado estar para cima ou para baixo.

A técnica de DCA é uma estratégia de médio e de longo prazo que permitirá ganhos mal o mercado recupere e com a recuperação traga os dividendos e a valorização sonhada.  Não  é  a estratégia  que permite mais ganhos mas... é  a mais indicada para mercados com volatilidade elevada pois evita cair-se no erro de tentar prever o mercado: nesta técnica é sempre aquela quantia e aquela regularidade. 

Mas esta estratégia pressupõe nervos de aço e alguma  resistência a perdas... Já pensou qual o nível de perdas que é capaz de tolerar?

Desde 2022 que o mercado bolsista tem crescido. Mas a história e a experiência demonstra que o mercado não é constante e tem oscilações para cima ou para baixo de acordo com os ciclos econômicos.  Tem volatibilidade.

Os investidores mais novos são os que melhor podem lucrar com esta estratégia porque tem a seu favor - o tempo. Podem esperar. Podem aguentar as perdas pois nem perdas são se conseguirem não vender e esperar pela valorização... A venda só deve ser equacionada quando existem informações de que a empresa está em crise, mudou o CEO, ou uma inovação tecnológica compromete a empresa ...

Já as pessoas que entram mais tarde no mercado, devem ter uma estratégia mais conservadora arriscando menor percentagem do seu portfólio na bolsa. Nesse caso convém investir num portfólio diversificado com metais preciosos, obrigações, CFD's, SP 500 e outros ETF...

A técnica DCA alinha-se com o buy and hold. Não vender. Não vender. Não vender. E ir mantendo a compra regular nos moldes enunciados anteriormente. Esta é a técnica que eu utilizo porque francamente não possuo o tempo nem os conhecimentos financeiros para arriscar com estratégias mais especulativas.

Os traders tem um perfil diferente do investidor em bolsa... e uma tolerância diferente a perdas... Os traders fazem mais transações de compra e de venda de curta duração. Por isso tentam colectar informações que lhes permitam tomar melhores decisões... mas nem sempre são bem sucedidos.

Quando o mercado está muito volátil DCA é a melhor técnica técnica para o investidor com menor resistência a perdas... Já  o lump sum e o momentum sum podem ser boaS estratégiaS... Mas isso é assunto para o próximo post.

 

 

 

21
Mar25

Ausente... intencionalmente

EU SOU EU SOU

Iniciei em janeiro de 2025 o investimento em ações, reits e ETFs pela primeira vez na minha vida de meio século!

No ano anterior tinha efetuado umas leituras que alteraram drásticamente  o meu ponto de vista e relação com o dinheiro: criei um fundo de emergência, aumentei a poupança, diversifiquei a aplicação do dinheiro em poupanças com mais rentabilidade, certificados de aforro... posso confidenciar-vos que muitas crenças limitantes caíram por terra!

Tive cá uma pontaria! Comigo muitas vezes é assim! Sou logo testada mal penso abraçar um projeto ou forma de estar diferente!

As medidas do Trump ao nível da implementação de taxas comerciais aos países vizinhos, UE e China abalaram os mercados e as ações (poucas) que havía comprado despencaram por aí abaixo! Foi cá um mix de emoções e de crenças limitantes a borbulharem que não fazem ideia!

ONDE TINHA EU A CABEÇA NO DIA EM QUE ME PROPÛS COMEÇAR A INVESTIR NA BOLSA SEM TER EXPERIÊNCIA E CONHECIMENTOS FINANCEIROS RELEVANTES...

Passado o choque, e tendo resistido ao medo extremo de perder o capital, consegui não desatar a vender tudo!  Passada uma semana e meia consegui chegar à conclusão que o mercado fez um acerto e estabilizou nos -10%, o que não é trágico e abre oportunidade para realizar mais compras em saldo! A verdade é que as ações, ETFs e afins estavam muito caros! Agora estão mais baratos e se soubermos escolher empresas sólidas e com potencial de crescimento podemos ganhar a médio e a longo prazo.

Este é um importante aspeto a reter: investir na bolsa não é uma estratégia de curto prazo e sim de médio a longo prazo. A economia passa por ciclos de subida e de descida e o que permite lucrar é ter uma estratégia, conseguir manter a calma e progredir de forma informada.

QUAL A MELHOR ESTRATÉGIA?

Cada pessoa terá de criar a sua própria estratégia. Uma estratégia que se adeque a si terá necessáriamente que ver com a sua tolerância ao risco, a sua emocionalidade e os recursos que dispõe. Nunca deverá de colocar todo o seu capital em risco, para que a sua própria subsistÊncia não fique comprometida.

 

Nos próximos posts falarei de algumas estratégias que pesquisei. E depois falarei qual a que sigo.

Options traders are bracing for a stock-market crash - MarketWatch

 

 

 

 

12
Fev25

Que perfil pode nos conduzir à independência financeira?

EU SOU EU SOU

Robert T. Kiyosaki escreveu o livro Pai Rico, Pai Pobre. No seu livro ele tem uma perspectiva interessante do caminho para a liberdade financeira, sendo que na sua abordagem as pessoas dividem -se em quatro perfis de gestão financeira.

E quais são?

1- O empregado - a maioria da humanidade que troca tempo por um salário para assim conseguir pagar a sua casa, o seu carro, alimentação, roupas, educação dos filhos e etc. Este modo de viver muitas vezes apelidado de vida de : rato na roda- não é o caminho da independência financeira. Mesmo com vencimentos mais elevados as pessoas não sabem poupar o suficiente para anteciparem a sua reforma. Neste perfil a pessoa terá de ter uma vida longa laboral e apenas se reformar quando tiver idade para isso ou se ficar doente e tiver de se reformar por invalidez.

2 - O autónomo - aquele que trabalha como independente ou prestador de serviços fazendo rentabilizar uma determinada especialidade ou skill laboral. Aqui encontramos algumas pessoas que alcançam rendimentos mais elevados (ou não ) mas... como a obtenção de rendimentos depende exclusivamente da própria pessoa, se adoecer, se vier uma grave crise e ficar impedida de trabalhar... Terá um rombo nos rendimentos!

3 - O dono de empresa - que tem um negócio montado com trabalhadores a ocuparem certas posições, conseguindo assim atingir rendimentos mais elevados e pode por esta via alcançar a independência financeira... Muitas pessoas com empresas tem trabalhadores que gerem os seus negócios, lhes asseguram os bons rendimentos, enquanto estes tem mais tempo livre para usufruirem da vida.

Mas nem todas as pessoas têm os recursos financeiros ou oportunidades para criarem empresas...

4 - O investidor - é aquele que coloca o dinheiro a trabalhar para si investindo na bolsa, criptomoedas ( ou Etfs de cripto) e em produtos financeiros com maior rentabilidade que os tradicionais depósitos prazo. Este perfil é acessível a todos os outros, desde que tenha uma fonte de rendimentos e saiba poupar.

Se seguir esta via, é crucial ter foco, disciplina e paciência. Os resultados que deseja não vão aparecer ao fim de umas semanas ou meses... Irá demorar anos, mas os bons resultados que vai atingir irão motivá-lo a ir cada vez mais longe!

Não desista e acredite!

 

07
Fev25

Alterações no regime fiscal de produtos de investimento

EU SOU EU SOU

A partilha de hoje consiste num artigo da Deco Proteste com informação acerca dos revistos encargos financeiros com produtos de investimento: PPR, ações, Seguros de capitalização, ETF e Fundos de investimento. Excluiram as criptomoedas, que tem incentivos fiscais mais elevados, pasme-se! Ainda para mais por serem um produto de elevado risco financeiro, logo é absurdo o estado português incentivar a sua compra!

 

https://www.deco.proteste.pt/investe/investimentos/mercados-moedas/dossie/tudo-sobre-investimentos/produtos-financeiros-pagam-menos-irs?utm_term=&utm_source=db-int_nmb&utm_campaign=financial_newsletter_20250205&utm_content=316046&utm_id=12d68cc1-79ba-47f6-ab51-92cfff9bb22f&sfmc_activityid=a3f6be6b-97e1-420e-bd34-ab494679c58f&utm_medium=nl_financial

 

03
Fev25

Um podcast que é um serviço público

EU SOU EU SOU

Venho aqui sugerir um podcast que faz um verdadeiro serviço público a nós portugueses em matéria de literacia financeira. Do jornalista Pedro Anderson, o contas poupança.

 

Aqui uma entrevista a João  Sousa da Deco PROTESTE. Onde se falam de temas já aqui abordados:

- fundo de emergência;

- PPR;

- reforma e sustentabilidade da segurança social;

- ações e criptomoedas;

- fiscalidade...

https://contaspoupanca.pt/podcast/2024-12-27-entrevista-como-preparar-a-reforma-e-a-nova-fiscalidade-dos-investimentos.-joao-sousa-da-deco-proteste-investe-explica-o-que-mudou-82ce0629

 

02
Fev25

Investir ou não investir em produtos financeiros...

EU SOU EU SOU

Investir na bolsa foi para mim durante quase toda a minha existência

um território proibido ⛔.

Achei sempre que era  muito arriscado, e... tem risco sim senhor! Isto é algo que temos sempre de ter consciência...

Porém, o que nos garante que o nosso dinheiro está seguro no banco? Garante o fundo de garantia que assegura até 100.000 euros. E se ocorrer uma crise tal em que as 500 maiores empresas do mundo entram em falência? E se não existir dinheiro? Será cumprida a promessa dos 100.000 euros?

Isso não vai acontecer. Nunca aconteceu.

Mas pode acontecer? Pode!

Pois... Sabe que há ETFs indexados às 500 maiores empresas mundiais, ou as 1000 empresas mundiais? Mesmo que algumas possam findar... Acabarem todas era algo improvável! Seria uma desgraça sem fim que afectaria até os seguros depósitos à ordem!

Outra crença minha que me impedia de investir era achar também que comprar e lucrar com ações era construir prosperidade em cima das perdas dos outros... E também é em parte. Sobretudo se tiver uma estratégia especulativa.

Porém, o valor das ações advém dos resultados financeiros apresentados pelas empresas. As empresas mais lucrativas têm valorização nas ações. E muitas também partilham dividendos, ou seja, lucros com os seus accionistas permitindo ganhar aí também. Mas há muita especulação em volta das ações, com algumas a terem sobrevalorização decorrentes de ganhos passados ou de expectativas de ganhos futuros. Por isso, importa saber ver alguns indicadores antes de decidir comprar.

A verdade dolorosa é esta: julgamos que o nosso dinheiro está guardado no banco mas na realidade os bancos apenas guardam uma pequena porção  e usam a maior parte do nosso dinheiro em ações, ETFs, fundos de investimento, e outras atividades de especulação gerando lucros milionários para eles.

Basicamente temos duas escolhas: ignorarmos isto e continuarmos a confiar cegamente nos bancos ou... Gerirmos nós mesmo o nosso próprio dinheiro na tentativa de o colocarmos a trabalhar para nós!

Muitas pessoas pensam desistir de fazer isto por acharem ser muito trabalhoso ou por acharem ser muito difícil e complexo. A insegurança e o medo acaba por as paralisar.

No início há que estudar, buscar informações, fazer contas e pensar... mas depois verá que não só não lhe vai tomar tanto tempo assim como é relativamente simples.

Outras pessoas vivem numa mentalidade de carência e acham que é necessário muito dinheiro para poder ter condições para investir. Sabe que pode comprar ações fracionadas, e ir comprando mensalmente mais frações até deter uma ação? Certas corretoras aceitam até compras de baixo valor, sendo um euro o valor mínimo.

Nos próximos posts falarei de diversas classes de ativos: ações, ETFs, Reits, criptomoedas, moedas, imobiliário, obrigações.

Por agora deixo uma recomendação : tente não se deixar guiar pelo medo nem pela ganância na gestão do seu dinheiro e património.

O medo irá fazê-lo perder oportunidades.

A ganância fará com que corra riscos desnecessários.

 

 

 

20
Jan25

Como livrar-se de dívidas?

EU SOU EU SOU

Ter dívidas é uma coisa que tira o descanso e a paz a qualquer um. Porém, você não fez as dívidas de um momento para o outro e não as irá pagar, de um dia para o outro, e é importante ter noção disso para se aliviar da pressão que sente. Dito isto saiba que é possível fazer isso.

 

1 . Se quer sair das dívidas pare de fazer dívidas!

- controle os seus impulsos de compras e não compre tudo o que vê pela frente.

- não pague dívidas com outras dívidas.

Se quer começar a pagar as suas dívidas tem de fazer sacrifícios, tem de ter disciplina e tem de ser capaz de ter consciência dos gastos supérfluos.

Acredite em si mesma! Acredite que será capaz!

 

  1. Levantamento das suas dívidas

A maioria não tem noção da dimensão das suas dívidas por medo de confrontar o seu problema. Porém, esta etapa é essencial para ter noção do seu problema e para começar a programar como a pagar!

Faça pois um diagnóstico financeiro com indicação de tudo o que entra e do que sai.

 

  1. Tenha tudo contemplado num planeamento

Terá de ter todas as suas despesas e pagamentos planificados. Não compre nada sem olhar o seu plano (será que cabe no seu orçamento ou não). Se não der ainda, adie certas compras para momentos mais favoráveis.

Não compre tudo o que lhe dá na telha!

Trate o seu orçamento familiar como se fosse de uma empresa: compras mensais, férias, impostos, seguros, bens não essenciais, saúde.

 

  1. Troque dívidas maiores por menores

É possível fazer a portabilidade de divida para entidades bancárias a juros menores – tenha bem presente se vai mesmo pagar juros menores. É o caso do crédito à habitação, podemos pagar menos e renegociar a dívida com outro banco.

 

  1. Guarde de 10% do seu salário para uma reserva de pagamento de dívida, isso vai trazer descanso mental e colocá-lo mais perto da sua meta.

 

  1. Ganhe formas alternativas de rendimento

Pode ser acumular um part-time com a atividade principal. Pode ser através da internet (filiação, produção de conteudos, gestão de resdes sociais), ou na restauração, serviços.

Pode até ter um pequeno negócio paralelo por conta própria no comercio (ser vendedora de produtos de beleza, branding ) ou na prestação de serviços (arranjos em casa, estética, cuidar de crianças, cuidar de cães, jardinagem, limpezas, cuidar de idosos).

O que não vale numa situação de dívidas é fugir ao problema, numa tentativa de não encarar a situação.

Saiba que é possível sair das dívidas se se permitir sair da sua forma de agir e de pensar habitualmente.

 

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