A sustentabilidade da reforma em Portugal e na Europa
Os descontos que eu faço, bem como os efetuados pelas outras pessoas neste momento, servem para pagar a reforma das pessoas já reformadas. Não ficam guardados na segurança social para reverterem para a minha própria reforma mais á frente.
Este é o modo de funcionamento da sustentabilidade da segurança social: um acordo social em que a população ativa desconta para pagar as reformas da população reformada, na crença de que quando chegar a nossa vez outros farão o mesmo por nós.
E o sistema tem funcionado bem até ao momento... mas o que nos garante que continuará a funcionar daqui para a frente?
Nada!
A crise demográfica na Europa ( e especialmente em Portugal, o segundo pais mais envelhecido)a par com o esforço de guerra na Ucrânia está a drenar recursos financeiros substânciais que colocam em questão este modelo, ou por outras palavras, as reformas futuras podem ser muito reduzidas ou até deixarem de existir e passarmos para um sistema como o americano. Quem for apanhado a meio desta transição serão os mais afetados.
Assim, quando falamos em diversificar formas de rendimento, ou falamos na importância de aumentar a literacia financeira para aprender a investir ( em ações, REITS, PPR, certificados de aforro, imobiliário, ouro e prata ou outros), não falamos apenas em tentar a liberdade financeira de nos refornarmos mais cedo, ou a liberdade de escolhermos o que queremos fazer, falamos em assegurar o nosso futuro sem depender do Estado para isso. Ser proativo e não passivo.
O que pensa deste assunto?
Está a tomar decisões diferentes ou sente-se bloqueado e letárgico?
